2005-03-15

O Homem que diz Adeus..

Quem não conhece o Homem que diz Adeus...

Para quem não o conhece, é imperativo passar no Saldanha por volta das 23h e disfrutar de um momento que já faz parte da "nossa" cidade! Como é possivel um simples gesto proporcionar um momento, apesar de um pouco "estranho", agradável para quem passa... Afinal se não fossem estas "pequenas" diferenças, a vida seria sempre igual... O homem que diz adeus.

É ele o homem que noite após noite acena aos carros que passam na Avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa. É por ele que tocam as buzinas, que se atiram beijos e sorrisos, que se gritam «boas noites!» e «adeus!», numa «onda de comunicação» que já dura há três anos e que nem sequer ele sabe explicar muito bem como começou. Numa cidade de estranhos em mundos fechados este é o seu «milagre». E é também o seu remédio. Há quem lhe chame o «senhor do adeus». Mas «senhor» é coisa que detesta que lhe chamem. Aos 72 anos, João Paulo Serra tem a inocência de uma criança, o espírito de um jovem, mas o olhar nostálgico de um ancião que sente «ter
aprendido com a vida tarde de mais». A sua roupa clássica e a ondulação do cabelo grisalho disfarçada com gel, dão-lhe um ar meio aristocrático, que já faz parte da paisagem do Saldanha. Todos o conhecem e quem trabalha nas redondezas sabe o seu percurso de cor.

«Chega por volta das onze, meia-noite... Começa pela zona do Monumental, vai descendo a rua até ao Marquês e depois sobe, parando sempre em pontos estratégicos. Nunca falha.» Arménio é chefe de mesa na marisqueira Maracanã e já lhe serviu alguns jantares. «É muito simpático. Quando passa aqui, acenamos-lhe pela janela. Só não sei: por que é que faz isto?»

João começa por dizer que não sabe bem, mas, a pouco e pouco, interrompendo sempre para acenar, vai desvendando o mistério. Tudo começou há três anos e meio, depois da morte da mãe, com quem vivia.

Precisava de se distrair, incomodava-o a ideia de estar sozinho em casa. Um dia, aconteceu. Já reparara que as pessoas o cumprimentavam sem razão, nos centros comerciais e, sem saber como nem porquê, surgiu o primeiro aceno na estrada. Depois veio outro e outro, e o acaso virou fenómeno.

«No início era só rapaziada nova, mas depois contagiei todo o tipo de gente» explica sem esconder um certo orgulho.

Graças ao seu «milagre», já deu entrevistas para a televisão e para os jornais, apareceu em dois filmes e até num teledisco. «Sempre quis ser actor mas nunca me deixaram...». Ou nunca teve coragem de tentar.

Algumas dezenas de acenos mais tarde, já não é um João risonho e despreocupado, «com imensos amigos» com quem vai «ao teatro e ao cinema», que fala por detrás dos óculos de massa negra. Nos olhos cinzentos, estão duas lágrimas contidas. Pelo passado, pelo presente e por um futuro que não chega. Com um raciocínio de fazer inveja aos mais novos, o louco, o excêntrico, transforma-se lentamente num avô contador de histórias, quem lê Agatha Christie para combater o medo ao andar de avião, que não tem telemóvel porque detesta máquinas e que não vê televisão.

João nasceu no seio de uma família muito rica. Até aos dez anos, viveu num enorme palacete da Tomás Ribeiro, cobiçado mesmo pelo próprio Gulbenkian.
«Que saudades tenho desse tempo... A casa estava sempre cheia de família e amigos...».

Mimado desde bebé, fez a instrução primária toda em casa, com um professor particular, pois no primeiro dia de aulas no Colégio Parisiense chorou tanto que os pais não tiveram coragem de o mandar de volta. «Fui criado numa redoma de vidro», confessa, explicando: «Naquela época era tudo muito diferente, havia muitos tabus.» Depois do divórcio dos seus progenitores, quando tinha 13 anos, João foi morar para o Restelo com o pai. Por ele, inscreveu-se em Direito, mas depressa desistiu, «era muito chato».

Depois de uma igualmente curta passagem pelo curso de Histórico-Filosóficas, o pai, «que não sabia o que fazer» com ele, mandou-o para Londres, com o irmão. «Foram três anos fantásticos. Tinha um grupo de amigos fabuloso, com quem viajei imenso. Teria lá ficado, se não fosse tão agarrado à família...» Sem quase pôr os pés nas aulas, regressou a Portugal e, depois da morte do pai, pouco tempo depois, foi morar com a mãe, de quem não se separou até ao último dia da sua vida.

«Viajámos muito os dois. Todos os anos íamos a Paris e Madrid. Conheço a Europa inteira, excepto a Grécia...»

E o olhar perde-se num momento só dele, como se pensasse alto. Quando a mãe morreu, «ficou desasado». E talvez por isso esteja todas as noites a «comunicar».

Admite que o que faz «não é muito normal», mas não passa sem isso. É o remédio que lhe permite disfarçar a solidão que o consome e o faz olhar para o passado com arrependimento, por não ter ousado viver a sua vida em vez da dos outros.

«Às vezes penso que foi tudo inútil...»

No baú dos sonhos perdidos, jaz o curso que não tirou, o trabalho que nunca fez, os filhos que não teve e, pior, o grande amor que nunca conheceu. «Sinto-me só. Incompleto. Como se algo estivesse a falhar.»

E assim lacrimeja quando vê um casal idoso de mãos dadas, ou quando dois rapazes, que diz «reconhecer do subconsciente», param o jipe para tirar uma fotografia com ele.

«Encontramo-nos no céu», repete, aludindo ao que um diplomata ucraniano lhe disse uma vez.

O homem do lixo atira-lhe o derradeiro aceno da noite.

2005-02-20

Sexo na Velhice..



Joãozinho, muito curioso, pergunta ao avô:
- Avô, você ainda faz sexo com a avó ?
- Sim, mas apenas oral.
Joãozinho pergunta:
- O que é sexo oral ?
O avô responde:
- Eu digo "Foda-se", e ela responde "Vái-te foder também."

2005-01-14



Um jovem rapaz foi trabalhar para um daqueles grandes Hipers e ao fim do primeiro dia o chefe pergunta-lhe quantas vendas tinha feito.

-Uma! (respondeu o rapaz)
-Uma venda?! Hum isso é mau porque os meus vendedores normalmente fazem entre 25 a 30 vendas. Ora diz lá de quanto foi a venda!!!
-45.039,25 Euros!
-O quê??? Mas afinal o que é que vendeste???
-Ora, primeiro vendi ao freguês um anzol pequeno, depois um anzol médio, e a seguir um anzol grande! Ora com tanto anzol vendi-lhe uma cana de pesca, perguntei onde ia a pesca e ele disse para a costa, claro que lhe expliquei que para a costa era melhor ter um barco, levei-o a secção de barcos de recreio e vendi aquele Silver Esprit com os dois outboards que o gajo até se passou, conversa puxa conversa e ele disse que o carro dele era um FIAT UNO, claro que precisa e de um 4x4 para puxar o barco, direitinhos ao stand e vendi aquele "TOYOTA RAV4" que lá estava.
-Muito bem deves ser mesmo bom para venderes isso tudo a um gajo que só queria um anzol pequeno!!!
-Qual anzol qual quê!!! O gajo veio comprar uma caixa de TAMPAX para a mulher e eu disse-lhe "já que tem o fim de semana fodido, mais vale ir à pesca!"

2005-01-08

Pensar como um Milionário..



Robert Allen, entende que a forma de pensar dos ricos ("The One Minute Millionaire"), não se coaduna de todo, com o desperdício de dinheiro..

"NADA DE DÍVIDAS - Os milionários raramente devem dinheiro nos seus cartões de crédito, porque não gostam de pedir emprestado para pagar coisas que se desvalorizam com o tempo.

NEGOCEIE - Antes de uma compra, os ricos perguntam-se se podem comprar por menos nos saldos, regateando ou na Net.

CONTAS EM ORDEM - Passe-as em revista semanalmente, se não diariamente. Esse hábito discipilina as despesas e limita a possibilidade de esbanjar.

PONHA-O A RENDER - Invista num fundo que retire automaticamente uma soma da sua conta bancária todos os meses (Se poupar 500€ por ano, terá 54000€ ao fim de 25 anos)."

2004-12-29

O Ano às Fatias..



"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a chegar ao limite da exaustão.
Doze meses dá para qualquer ser humano cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante será diferente."

Carlos Drummond de Andrade

2004-12-27

O Único Defeito da Mulher..



O ÚNICO DEFEITO DA MULHER - Texto de Sérgio Gonçalves, redator da Loducca, publicado no jornal da agência.


"Se uma memória restou das festinhas e reuniões de familiares da minha infância, foi a divisão sexual entre os convivas: mulheres de um lado, homens do outro.

Não sei se hoje isso ainda acontece. Sou anti-social ao ponto de não frequentar qualquer evento com mais de 4 pessoas, o que não me credencia a emitir juízos.
Mas era assim que a coisa acontecia naqueles tempos. Tive uma infância feliz: sempre fui considerado esquisito, estranho e solitário, o que me permitia ficar quieto a observar a paisagem. Bem, depressa verifiquei que o apartheid sexual ia muito além das diferenças anatómicas.

A fronteira era determinada pelos pontos de vista, atitude, prioridades. Explico: no lado masculino imperava o embate das comparações e disputas. "O meu carro é mais potente, a minha televisão é mais moderna, o meu salário é maior, a vista do meu apartamento é melhor, a minha equipe de futebol é mais forte, eu dou 3 por noite" e outras cascatas típicas da macheza latina. Já no lado oposto, respirava- se outro ar. As opiniões eram quase sempre ligadas ao sentir. Falava- se de sentimentos, frustrações e recalques com uma falta de cerimônia que me deliciava.Os maridos preferiam classificar aquele ti-ti- ti como mexerico. Discordo. Destas reminiscências infantis veio a minha total e irrestrita paixão pelas mulheres. Constatem, é fácil.

Enquanto o homem vem ao mundo completamente cru, as mulheres já chegam com quase metada da lição estudada. Qualquer menina de 2 ou 3 anos já tem preocupações de ordem prática.

Ela brinca às casinhas e aprende a pôr um pouco de ordem nas coisas. Ela pede uma bonequinha a quem chama filha e da qual cuida, instintivamente, como qualquer mãe veterana. Ela fala em namoro mesmo sem ter uma idéia muito clara do que vem a ser isso.Noutras palavras, ela nasce a saber. E o que não sabe, intui.Já com os homens a historia é outra. Você já viu um menino dessa idade a brincar aos directores? Já ouviu falar de algum garoto fingindo ir ao banco pagar as contas? Já presenciou um bando de meninos fingindo estar preocupados com a entrega da declaração do IRS?Não, nunca viram e nem hão-de ver. Porque o homem nasce, vive e morre uma existência infanto juvenil. O que varia ao longo da vida é o preço dos brinquedos. Aí reside a maior diferença. O que para as meninas é treino para a vida, para os meninos é fantasia e competição.

Então a fuga acompanha-os o resto da vida, e não percebem quanto tempo eles perdem com seus medos. Falo sem o menor pudor. Sou assim. Todos os homens são assim.Em relação ao relacionamento homem/mulher, sempre me considerei um privilegiado. Sempre consegui ver a beleza física feminina mesmo onde, segundo os critérios estéticos vigentes, ela inexistia. Porque todas as mulheres são lindas.
Se não no todo, pelo menos em algum detalhe. É só saber olhar. Todas têm a sua graça. E embora contaminado pela irreversível herança genética que me faz idolatrar os ícones da futilidade, sempre me apaixonei perdidamente por todas as incautas que se aproximaram de mim. Incautas não por serem ingénuas, mas por acreditarem.
Porque todas as mulheres acreditam firmemente na possibilidade do homem ideal.

E esse é o seu único defeito."

2004-12-25

Boas Festas..



Boas Festas!
Um Santo Natal e um óptimo 2005 para todos os bataklans desse mundo..

2004-12-01

Depois..??



Convencemo-nos que a vida será melhor depois...
depois de acabar os estudos,
depois de arranjar trabalho,
depois de casarmos,
depois de termos um filho,
depois de termos outro filho...

Então, sentimo-nos frustrados porque os nossos filhos ainda não são suficientemente crescidos e julgamos que seremos mais felizes quando crescerem e deixarem de ser crianças.

Depois.. desesperamos porque são adolescentes, insuportáveis.
Pensamos: "Seremos mais felizes quando esta fase acabar!"
Então, decidimos que a nossa vida estará completa quando o nosso companheiro ou companheira estiver realizado...
Quando tivermos um carro melhor...
Quando pudermos ir de férias...
Quando conseguirmos uma promoção...
Quando nos reformarmos...

Mas a verdade é que,

NÃO HÁ MELHOR MOMENTO PARA SER FELIZ DO QUE AGORA!!

Se não for agora, então quando será?
A vida está cheia de depois... É melhor admiti-lo e decidir ser feliz agora, de todas as formas!
Não há um depois, nem um caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho e é AGORA!

Deixa de esperar até que acabes os estudos...
até que encontres trabalho...
até que te cases...
até que tenhas filhos...
até que eles saiam de casa...
até que te divorcies...
até que percas esses 5 ou 10kg...
até sexta-feira à noite ou Domingo de manhã...
até à Primavera, o Verão, o Outono ou o Inverno,

ou até que morras...

para decidires então que não há melhor momento do
que justamente ESTE para seres feliz!

NÃO HÁ DEPOIS...

2004-11-17

Sinal Mais..



Na pré-primária, mostraram à Ritinha o símbolo + e perguntaram:
- Que sinal é este, Ritinha?
- É o mais - respondeu ela.
- E para que serve, Ritinha?
Com ar de quem estava muito segura, respondeu:
- É para aumentar o som da televisão..!

2004-11-10

Cinema Africano..



- Um homem bebeu um Tang laranja e atirou-se de cima da Torre Eiffel.
P: Qual é o filme?
R: O último Tang em Paris.


- Um casal foi ao cinema com uma caixa de preservativos.
P: Qual é o filme?
R: Evita

- Um grupo de dez indivíduos de raça negra está a ver um filme no cinema
enquanto mastigam pastilha elástica, com sabor a menta. De repente, levantam-se todos e ao mesmo tempo atiram a pastilha contra o ecrã.
P. Qual é o filme?
R: Os dez manda menta.

- Um indivíduo esta sózinho no meio de um campo de milho, armado até aos dentes.
P: Qual é o filme?
R: Cereal Killer.

- Um indivíduo de raça negra entra num bar e pede um copo de vinho tinto. Bebe-o todo de uma vez e cai morto no chão.
P: Qual é o filme?
R: Os tinto fatal.

- Estava a São a ouvir musica nas alturas com o seu radiozinho portátil, às 4h da manhã. O marido pede-lhe para ela baixar o volume, mas ela nada! Então, o marido levanta-se e enfia-lhe o rádio pelo cu acima.
P: Qual é o filme?
R: Música no Cu da São

- Um indivíduo entra num bar, pede uma cerveja. Bebe a cerveja, esconde o copo no bolso e vai-se embora.
P: Qual é o filme?
R: Roub'o Copo.

- Uma senhora brasileira tinha um gato chamado Tido! O Tido dormia todas as noites num cesto que a dona lhe tinha comprado. Um dia de manhã a senhora foi dar o pequeno-almoço ao gato mas ele não estava no cesto!
P: Qual é o filme?
R: O cesto sem Tido.

- Um homem e uma mulher, ambos sem os dois braços, decidiram casar. Algum tempo depois, tiveram um filho.
P: Qual é o filme?
R: Ninguém segura este bébé.

- O filho e o pai despediram-se rapidamente.
P: Qual é o filme?
R: Tchau pai, tchau filho.

- Era uma vez uma pequena menina chamada Marina que, para fugir da rotina, foi para quinta dos seus pais, resolveu pegar no seu lindo pónei e ir passear para os campos silvestres. De repente, apareceu uma terrível manada de milhares de éguas em corrida e atropelou a menina.
P: Qual é o filme?
R: Vinte mil éguas sobre Marina.

- Uma mulher estava em casa a ver televisao! De repente deu-lhe um ataque de histerismo e atirou-se da janela, caiu de cu e morreu!
P: Qual é o filme?
R: A cusada de morte.

- O sujeito vai ao supermercado e sai com uma alface escondida no saco.
P: Qual é o filme?
R: Alface oculta.

- Um sapato de ténis afunda no meio do mar.
P: Qual é o filme?
R: Titanike.

- Um homem tinha como profissão cuidar de ursos num circo. Certo dia o circo faliu e o homem ficou desempregado.
P: Qual é o filme?
R: O Ex-ursista!